Um Mais Um é sempre mais que dois
1+1 é sempre + que 2: um livro sobre solidariedade e depressão
Apresentação (minha e da depressão)
Eu.- Oi, eu sou o Rudi Santos.Bibliotecário, jardineiro, ambos com orgulho das profissões. Sou pai de três filhos lindos e amo a todos . Ja aprendi que não somos nossa profissão ou nossa função na sociedade. Então deixa eu me apresentar melhor: Eu sou um espirito eterno que ja viveu muitas vidas aqui e em outros planetas. gosto de curar e ajudar pessoas embora isto não me seja permitido em algumas circunstancias nessa vida terrestre atual.
A depressão- A primeira vista ela é apenas uma tristeza estranha da qual você não consegue se libertar.
Eu pensava de que era só falta grana, mas dai lembrei dos ricos que se suicidam por depressão, nas pessoas que tem um amor não correspondido e levam isto a uma tristeza profunda, ou nas pessoas que perderam alguém querido e não conseguem superar. Pensei nas pessoas que tem uma doença incurável e nas que perderam uma perna ou as duas ou na mulher que deu entrada num hospital no rio de janeiro e saiu com os braços amputados por erro médico. Isto tudo pra te dar idéia de que não é uma coisa tão simples que da pra resolver com uma mala de dinheiro. Ah, mas primeiro deixa eu me apresentar porque não sou psicólogo, nem psiquiatra e este livro não tras verdades absolutas nem pretende curar ninguém de uma coisa tão individual e complicada como a depressão. Aqui trago as impressões de um ignorante comum sobre psicologia e se puder arrancar umas risadas do meu leitor, já terá esse livro alcançado seu proposito. Há milagres que aconteceram um tempo atrás escrevi sobre os pequenos nilagres em minha vida num livro intitulado: “Visão além da neblina: Um livro de Rudi Santos para te ensinar a realizar sonhos”. Mas foi numa fase de depressão como esta que estou passando, é um texto fácil de ler e muito, muito, muito emotivo e onde conto como foi minha vida até então, uma vidinha poeril e sem grandes aventuras nas montanhas do himalaia, mas gostaria de deixa-lo publicado algum dia se puder. Eu estou Rudi Santos, até não estar mais por aqui e, um dia você não estará mais também, e seremos tão esquecidos como a fumaça da primeira fogueira que você fêz na vida (a não ser que você seja um imperador Nero e tenha colocado fogo em alguma Roma)...eu já coloquei fogo em uma cozinha de restaurante quando era chefe de cozinha em Londres, mas isso não conta. Me formei numa profissão ingrata que é a biblioteconomia, Veja a incoerência: Quanto mais velho um bibliotecário fica, mais ele teve tempo de ler livros e textos, e portanto, mais útil ele deveria ser considerado. Mas não é assim que funciona, Quando você, bibliotecário, vai numa entrevista de emprego, perguntam sua idade e só depois sua experiência. Se você tiver 60 anos ou mais, como eu, te trocam por outro entrevistado que é mais jovem , segundo a lógica comercial, tem mais “gas” que você para queimar. Ta, mais eu estava me apresentando não é? Sou espiritualista, ou seja, acredito que nós, todos nós, e você também, somos um espirito numa experiência humana e não um humano que pode ter experiências espirituais. Se eu creio em Deus? Sim, Talvez o deus de Espinoza pelo que ouvi falar. Até Eisntein acreditava nele, porque eu não acreditaria. Mas, onde Deus entraria aqui nesta história sobre depressão? Em muitos lugares. No lugar onde pessoas se doam para outras para ajudar a lidar com a depressão, falo de psicólogos que ajudam outras pessoas de graça como me ajudaram. No lugar onde pessoas mais abastadas doam dinheiro para asilos, casas de caridade ou até diretamente para pessoas em depressão por problemas econômicos facilmente solúveis com dinheiro na mão. Sim, existe esse deus dentro das pessoas que ajudam a quem está passando necessidades resolvendo assim um problemão. Como disse anteriormente, embora uma boa parte dos problemas pessoais de uma pessoa em depressão possam ser resolvidos com dinheiro, há uma outra porção enorme de coisas que o dinheiro não resolve. Desprezo de um filho ou filha por um pai ou mãe, doenças graves e incuráveis , veja, você pode acrescentar um milhão de situações a essa lista e, para cada uma delas a solução do enorme quebra cabeças vai ser diferente e vai depender do grau de depressão que a pessoa tenha. Tem deprimido reclamão da vida, tem deprimido quietinho bolando como se suicidar, tem deprimido que nem sabe que tem depressão, existem vários tipos de nós, nós que devemos cada um ter um gatilho diferente para encadear a tristeza profunda que leva um depressivo a querer se matar ou a se isolar do mundo. Vou contar uma historia de família: Eu tinha um primo de quem eu gostava muito. Ele começou com umas coisas estranhas do tipo: Ir no portão da casa dele de roupão e mostrar o pênis para as mulheres que passavam na rua. Depois, piorou, ele começou a atacar mulheres no ponto de ônibus...dai você diz, (esse era taradão , sem vergonha, e louco, não era depressivo). Isto foi ocorrendo até a internação dele num hospital para se tratar. Ele fugiu do hospital das clinicas, pulou uma altura de uns dois andares que mataria qualquer um de nós mas ele caiu provavelmente em cima de algum capô de carro que o impediu de morrer, talvez fosse esse o seu intento. Bom, eu sei pouco dessa historia porque na época em que ocorreu, eu estava morando em Londres(nada chique, lavando pratos pra ganhar umas libras).Encurtanto,e muito, a historia,ele conseguiu se tratar e tomava remédios controlados para viver com a segunda esposa(porque a primeira não aguentou a barra, não porque era fraca, mas, pensa bem você, mulher, viver com um doido que foge da policia na e entra em casa correndo com a policia atrás de si, você aguentaria até que ponto?)Ele teve filhos com a segunda esposa e tinha uma vida boa economicamente falando, dinheiro não era o problema. O problema estava la no fundo, instalado e ancorado. Apesar de ter uma família linda, filhos e uma esposa bonita e boa de coração, Ele ainda tinha algo que o incomodava. Só sabemos disso porque ele tinha uma chácara e um dia foi até lá com uma corda e se enforcou. Se você conversasse com ele, parecia uma pessoa normalíssima, você nunca notaria nada, era um depressivo quietinho. Planejou tudo, nos mínimos detalhes e executou sua morte sem jeito de dar errado. Bom, pela introdução você já percebe que só vou contar historias e dar minha pobre e ignorante impressão sobre a depressão. Então, a introdução termino por aqui. Dai você resolve se continua a ler esse texto ou aborta a idéia porque se entediou. Mas, vem sim, posso te levar por caminhos floridos ou pedregosos. Quem sabe eu te leve pra Londres, há 30 anos atrás quando vivi minha aventura juvenil lavando pratos e bebendo muita cerveja. Ou para uma montanha no himalaia, onde os meninos sobem em enormes pipas e outros meninos puxam a pipa para empina-la por uma corda. Pense numa montanha onde bate muito, muito, mas muito vento. Dai os monges soltam os aprendizes para brincarem com as pipas gigantes ao vento. A pipa sobe e um menino privilegiado vai sentado numa espécie de balança pendurada na pipa. O menino sente um frio na barriga ao subir, e, la em cima o vento é bem forte. De la, ele pode ver o despenhadeiro onde cairia se não fosse a sustentação do vento. Eu comparo nossa breve vida a uma aventura como essa. O vento que nos mantem sobre o precipício é a nossa respiração, se parar, morremos.A corda que segura nossa pipa, é nosso coração batendo, quando o coração se quebra ou para de bater, também deixamos nosso corpo físico e passamos ao mundo espiritual. As tristezas são fissuras na corda que nos segura, se forem muitas, como uma depressão incurável, também podem nos levar da vida física, do nosso veiculo físico. O que estou querendo dizer com tudo isto sobre pipas gigantes e tristezas? Só um alerta que, para cada tristeza existe um remédio interno que só o seu corpo pode produzir. Alguns dizem que O timo, uma glândula situada no peito, que, segundo soube esta abaixo do externo, esse osso do peito. Dizem que o timo tem o poder de te alegrar quando estimulado por batidas no peito. Eu já usei isto algumas vezes, junto com a afirmação “Eu sou a causa e a razão da minha alegria”. Bater no peito e dizer esta frase ajuda em algumas circunstancias difíceis. E, ca pra nós, a vida tem muitas delas, tem dias em que, se um leão aparecesse, a gente nem teria forças pra correr dele.
Capitulo 1
A depressão é uma mentira.
Pra quem já teve ou tem depressão, essa premissa soa grosseira é digna de indignação. Mas, ca pra nós, era só pra chamar sua atenção para o titulo desse meu primeiro capítulo de impressões sobre o que conheço da minha depressão. Mas, vejam que no meu caso, a depressão é um labirinto mental composto por milhares de ameaças econômicas, ameaças que podem nunca virem a ocorrer realmente. O medo de piorar a situação sempre deixa sua vibração em baixa e acaba trazendo mais e mais coisas ruins. Se você começar a colecionar coisas ruins que te acontecem quando esta deprimido dá um livro e vai precisar de um lençol para chorar as magoas.Até uma gota de orvalho que caia em sua cabeça vai parecer um tsunami pavoroso. Você vê isto naquele filme “ o segredo” não que eu vá te falar aqui desse assunto tipo “ como conseguir melhorar as coisas mudando sua vibração. Mesmo porque, uma coisa é saber como funciona, ( e eu sei) e outra coisa é você conseguir transmutar as preocupações e mudar sua vibração. Eu descobri, na minha ultima leva de depressão, que, se eu escrever algo como estou te escrevendo, minha vibração muda e os problemas parecem desaparecer, apesar de ainda estarem la. Mas também sei que Einstein, um dos meus mentores, dizia que: Um problema não pode ser resolvido no mesmo nível de vibração em que foi criado. Veja que estou falando de vibração. Como melhorar sua vibração? Eu não sei. O que eu sei, é que existem coisas que você pode fazer que te ativem um gatilho emocional diferente da vibração da depressão, e dai, as coisas passam a ficar mais fáceis de lidar e mais leves nas suas costas. É segunda vez que uma depressão me diz para escrever um livro. Parecia uma façanha impossível a principio escrever algo sobre depressão, eu sabendo tão pouco sobre ela. Mas pequenos milagres acontecem dentro de mim quando escrevo, parece que o mundo se ilumina e fica mais leve. E, além do mais, se alguém se interessar pelas pataquadas que eu tenha a dizer sobre este assunto, até pode virar a profissão que eu sempre quis ter, a de escritor. Porque escritor? Eu sei que ultimamente os livros estão em baixa e as pessoas se recusam a ler textos de mais de 3 linhas. Mas ainda tem pessoas que gostam de ler livros no mundo, seja lá onde estiverem, tenho que encontra-las através da tecnologia. Se a química do meu corpo muda quando escrevo um livro e muda para melhor, porque eu deixaria de me fazer esse favor, apesar de que me arrisco a nunca ser lido por ninguém, a não ser algum amigo solidário. Conheci um homem, ele era vendedor de livros usados ali no crusp, na usp, Ele me contou sua história com a depressão. Ele disse:
“Fui abandonado por minha esposa e filhos, morava numa casa sozinho. Me abandonei, não fazia a barba, não limpava nada, não lavava a casa, nem roupa nem louça, nem fazia nada que significasse que eu tinha algum sinal de vida dentro de mim. Para mim eu tinha morrido no dia em que fui abandonado. Até ali, minha vida tinha sido muito feliz, esposa bonita, filhos, 2 garotos, eu era um bom pai e bom provedor. Até o dia em que perdi o emprego numa gráfica onde eu trabalhava. Dai as coisas começaram a degringolar e a decair. Vieram as brigas por falta de dinheiro, falta de alimentos para os filhos e não recorri a bebida porque nunca gostei de álcool. Mas chegou o dia em que minha ex esposa foi embora levando meus dois filhos, dai, eu enveredei numa tristeza de arrepiar. Aquilo era tão profundo, tão doentio que nem sei e descrever direito o que me levou a me largar daquele jeito. Ainda tinha meus pais. Eles me criticavam e achavam que era vagabundagem minha. A casa suja, imunda, fedida em que eu vivia ainda tinha uma maquina de escrever antiga, e folhas sulfite para alimentar a fome de escrever. Um dia comecei a escrever um livro sobre minha vida. Escrevi sem parar por horas e notei que ali dentro de mim havia acendido uma pequena luz bem fraquinha, mas estava ali. Então era isso? Escrever me fazia bem. Eu esquecia de comer, até de dormir. Escrevia, escrevia e escrevia. Depois que terminei o primeiro livro, era um romance, tudo mentiras inventadas pela minha cabeça. Eu então resolvi começar a limpar a casa para me sentir melhor ainda. Varri, lavei a louça suja, passei um pano no chão, tirei toda craca que havia deixado juntas no chão e , quando terminei, me senti com vontade de continuar a escrever. “
Quando o encontrei, ele tinha barba bem feita, e estava com a esposa de quem falou muito bem, que ela o ajudava sempre e que hoje, sua vida era normal e feliz ali vendendo livros usados na porta do crusp. Achei aquele encontro e principalmente aquela historia tão interessante que me propus a escutar mais e perguntei: e ai? Quantos livros você escreveu?-
--9 livros, ele respondeu. Fui escrevendo um, depois outro e não parava de escrever até que sentia sono ou muita fome. Simplesmente minha mente flutuava nas letras que eu ia fazendo aparecer no papel e meus problemas se mantinham onde tinham que estar, bem longe de mim. Quando cheguei ao nono livro, eu conclui que já tinha feito minha oração ao meu deus interior e ela havia me atendido. As tristezas saíram de mim, minha casa já foi , a cada livro, ficando mais e mais limpa. Minha casa interior também. Quando meus pais viram a casa depois do nono livro, eles choraram de alegria e disseram: -Em fim a tristeza me devolveu meu filho. Depois disso até meus filhos voltaram a frequentar minha casa, sem a mãe, porque esta já tinha andado com a fila e já tinha outro homem. Fui me adaptando a situação de pai separado e via meus filhos a cada 15 dias. Arrumei um emprego e minha vida começou a melhorar dia a dia. Até que resolvi vender livros usados e trabalhar por conta. Hoje estou com minha nova esposa, numa vida que nunca foi mais feliz. Ela me ajuda em tudo e me apoia nos momentos difíceis.
Mas, perguntei, você editou os livros, você imprimiu algum deles? Adoraria ler!
Não, ele respondeu, quando me senti aliviado da tristeza que antes eu tinha, um dia peguei todos os livros, todas aquelas painas escritas e queimei tudo numa fogueira simbólica, como estivesse queimando toda minha mágoa do passado. Para mim funcionou bem isso, me senti mais leve e mais alegre.
Meu processo é um pouco parecido, nem que ninguém leia esse livro que estou fazendo para me salvar da depressão, aqui estou eu, trocando com você minhas idéias e historias sobre o que afinal seria a depressão.
Sobre mentiras brancas, que afinal não causam tanto mal. Soube que numa tribo indígena, o ritual para passar dos 15 anos e ser aceito como um guerreiro corajoso era o seguinte:
O pai deveria levar o filho até o meio de uma floresta e deixa-lo la por uma noite. Naquela noite foi um tormento para o menino:Ele ficou ali sentado, vendado, imaginado o que lhe poderia ocorrer. Um lobo, um queixada, uma onça ou mesmo uma aranha poderia subir no seu corpo sem que ele se desse conta no escuro da noite. A noite decorre. Barulhos da floresta são ouvidos. Ele sempre foi ensinado a identificar cada barulho da floresta. Na escuridão, um besouro “rola bosta” leva um bolo de cocô para um buraco que cavou antecipadamente. Ele identifica e fica sossegado, afinal é apenas um besouro. Um coruja pia, uma onça ao longe procura por caça no rio ....ele teme que a onça chegue perto. Algo passa por sobre seus pés e ele tem de permanecer sentado ali. É uma cobra grande, mas ela passa e vai embora. Ele está cheio de medos agora. Mas ouve o piar de um pássaro matinal e sente o cheiro da manhã. Isto lhe diz que sua jornada noturna de coragem está chegando ao fim. O pai vem e lhe tira a venda. Ele diz: -Pai, tão bom te ver. Eu tive tanto medo , mas não corri nem me mexi.
-Que bom filho, diz o pai, me orgulhei de você a cada minuto. Porque eu estava logo atrás de você para te guardar e proteger de algo mais ameaçador . ouvi o besouro, vi a cobra que passou em cima do seu pé, mas não podia te dizer que estava aqui.
Mentira branca. O pai disse ao menino que ele estaria sozinho a noite toda. Causou medo? Sim, mas fazia parte do ritual de passagem.
Assim, tem mentiras que a mente nos conta para nos proteger ou para nos fortalecer. São mentiras boas ou mentiras ruins. As boas não nos fazem tanto mal. A mente pode te dizer: Saia correndo daqui desse elevador porque ele vai cair, mesmo que o elevador esteja em movimento e você não tenho como sair. Dai você se apavora sem motivo se acreditar nessa mentira. No meu caso de depressão ou pânico, é que a mente me cria o pior cenário de cada situação ruim. Sendo assim eu fico tão em estado de alerta (fuja ou lute) que eu nem consigo dormir. Isto abaixa minha defesa biológica. Normalmente vai estourar um herpes ou vou pegar uma gripe.
O pai contar a verdade e dizer que estava ali poderia ser comparado a algo de bom acontecer para eliminar o pior cenário e eu verificar que era tudo mentira da minha mente. Passei por coisas quando escrevi meu primeiro livro que me fortaleceram e mostraram que nem sempre o pior cenário vai ocorrer, é só um alerta da mente para que você se prepare para lutar caso precise. No meio do caminho as vezes, a solidariedade de alguém que pode resolver seu grande problema te encontra e dai você percebe o quanto gastou da sua energia para algo desnecessário. Quando ameaçaram de penhorar minha casa, já me imaginei na rua, tendo que jogar meus livros no lixo e sem casa para morar. Dai, Quando resolvi escrever meu primeiro livro, apareceram pessoas de todos os lados para me ajudar em todos os sentidos. Financeiro, espiritual e psicológico.¬¬¬Até um amor apareceu em minha vida. Algo inesperado e porque eu não me deixei levar por preconceitos e conclusões precipitadas. Sou muito grato pelo encontro que tive com Dora, minha esposa. Nem vou fazer muita propaganda da joia preciosa que é esta mulher porque sei que tem muito homem que me inveja e a inveja é tudo de ruim de que você pode ser alvo. O fato é que quando você dá um passo no sentido da cura , o deus que habita em seus amigos e até em pessoas que vc nem conhece, te abre caminhos e te ajuda.
A depressão é sempre por um motivo interno. Você não come direito, não bebe agua suficiente, não dorme direito, as vezes nem toma banho, uma tristeza profunda pode virar depressão a medida que a química do seu corpo esteja desequilibrada. Mas não há quem consiga fazer sua mente parar de pensar na mesma coisa e se achar uma vitima porque aconteceu aquilo com você. Seus impulsos de fazer as coisas se esgotaram. Sua vontade de se mexer para fazer qualquer coisa está esgotada. Seu fígado está estragado com tanta magoa que você sente e você não quer nada além de morrer. Remoer coisas e se sentir uma vitima realmente estraga seu fígado e o resto do corpo. Uma coisa que eu diria, e , me corrijam os psicólogos formados, pois não sou um deles, é, que se durante uma depressão você cuidar do seu fígado com algum remédio para o fígado ou boldo do chile que seja, você terá melhores chances de melhora.
Capitulo 2
–A depressão é uma frescura de gente chata
Mas, afinal, o que é a depressão? Tá, um desequilíbrio químico no organismo porque este para de produzir algumas substâncias.
A depressão é uma doença que afeta o cérebro, seu núcleo comum, é a tristeza crônica , profunda e prolongada.Alguns fatores que se apresentam:
Falta de vontade de fazer coisas que antes você fazia e te dava prazer.
Falta de libido, falta de vontade de fazer sexo.
Falta de energia física, preguiça ou fraqueza para fazer as coisas
Impotência, no sentido sexual no homem e em geral sensação de impotência para mudar uma situação ou circunstancia.
Todo isto é muito chato Rudi, ficar falando de tantos sintomas e alguns, que todo mundo está careca de saber. Sim, as pessoas sabem que quando sentem isto por tempo prolongado é depressão. Mas quando não é conosco, fica difícil para nós que não somos médicos, saber que um companheiro ou companheira está acometido por esta doença. Sim, porque depressão é uma doença e precisa de tratamento individual, quero dizer: o remédio que serve para uma pessoa pode não ter o mesmo efeito em outra. Segundo psiquiatras o tratamento com medicamentos sempre apresenta os efeitos colaterais primeiro. Dai a pessoa assusta. Foi bem o meu caso e, senta que la vem a historia... Depois de ser aconselhado por uma amiga psicóloga fui procurar um psiquiatra. Quando entrei na consulta, ele descreveu as maravilhas que um tal remédio iria fazer na minha vida. Disse que em pouco tempo meu organismo estaria equilibrado, que tomando aquele remédio eu estaria bem em alguns dias porque minha situação não era tão grave e era um primeiro episodio de depressão que eu tive na vida toda em quase 60 anos. Nem lembro o nome do veneno que ele me deu. Mas lembro bem o que aconteceu na primeira noite em que tomei aquela substancia horrível. Ele disse: engula um calmante , tome o rmédio e va dormir. Pois foi o que eu fiz, depois de ficar horrorizado ao ler a bula. Meu conselho, se um bom medico te receitar um tarja preta é: Não leia a bula ou você nunca vai ter coragem de tomar aquilo, mas eu tive. Tomei a tranqueira e fui tentar dormir, porque dormir mesmo eu já não dormia havia noites e noites. Pois é, além de não dormir, eu fiquei acordado e parecia que uma giboia estava andando dentro do meu peito. Achei que iria morrer naquela noite porque tomar aquilo foi um golpe forte no meu pobre corpo velho. Passei mal a noite toda, mas já havia sido advertido pela bula e por outras pessoa de que nos primeiros dias de tratamento a coisa podia ficar bem tensa e piorar.
Dias antes de ir no psiquiatra eu só pensava em como me matar eficazmente. Dai, quando contei isso a uma amiga psicóloga, ela disse que, se estava nesse patamar, a coisa, então era hora de radicalizar procurando ajuda psiquiátrica porque a ajuda psicológica já não estava mais alcançando resultados satisfatórios. E assim foi, minha primeira noite de veneno tarja preta. O dia amanheceu, mas, eu não tinha dormido nadinha. Dia 2 da saga do veneno tarja preta: encarei mais um dia o veneno do médico, afinal eu queria me curar e tinha que passar por aquilo. Foi uma noite pior ainda. Já ouvi relatos de pessoas que tomaram o tal “Cha de san Pedro” e foram quase idênticos aquela segunda noite, onde mais uma vez a giboia voltou a andar dentro do meu peito, eu sentia algo mexendo dentro da carcaça das costelas, nem da para descrever o horror daquilo. Fora que não dormi novamente e no dia posterior a essa noite, eu senti que meu fígado estava afetado pela medicação. Dai, o horror foi tanto que decidi largar aquilo e jogar fora pra nem pensar em repetir uma noite daquelas. Passe uma noite inteira vagando no frio, dentro de um cemitério e você talvez, saberá o horror que passei naquelas noites. Então, orei muito, que é o que minha formação cristã me ensinou a fazer, mas pedi ao grande espirito de Jesus que me ajudasse a sair daquele labirinto mental gigante e assim aconteceu. O caminho indicado pela espiritualidade naquele momento foi justamente o que tomei e deu certo comigo . Eu preparei um monte de boldo macerado numa caneca grande e com muitas folhas. Tomei tonéis de agua, muita agua e boldo o dia todo, como uma forma de fazer um detox do fígado. Eu não sei se funciona para todo mundo, mas pra mim funcionou que foi uma beleza. Dai, conversei com um amigo que já tinha passado uns perrengues parecidos. Ele me deu dicas que salvaram minha vida. Ele conhecia , no embu das artes, uma instituição chamada pastoral da saúde. La você explica sua condição e eles fazem algumas formulas fitoterápicas para te ajudar. Barato e sem efeito colateral. Aqueles remedinhos fitoterápicos foram me ajudando, ajudando, até que eu não precisei mais toma-los porque já estava bem. De la para cá, as coisas se normalizaram, passei e passo por perrengues, mas já sei quando a depressão que se instalar novamente. Quando os perrengues acontecem um atrás do outro, la vem ela denovo para me cutucar. Pensamentos recorrentes e repetitivos de morte e suicídio são parte do quadro conhecido já por mim, desde a primeira vez que topei com a marvada. Vida perde o encanto. A leitura perde o encanto, a coleção de coisas negativas acontecendo vai acumulando motivos para reclamar mais e mais e , não sei se você já aprendeu isto: quem reclama, clama por mais daquilo. Dai a vida, o universo, Deus, ala, ou sei la quem rege esta experiência aqui chamada de vida na terra, te mandam mais e mais da mesma gosma em que você acbou de pisar e reclamou. Dai você me diz: Eu? Eu não reclamo de nada, para mim tudo está bom. Tem certeza? Se observe por um dia, cada vez que você se pegar reclamando de alguma coisa faça um x numa folha de caderno. Dai, no dia em que aquela folha estiver em branco, você venceu a reclamação. Seu ônibus estava cheio demais e demorou demais no transito? Você reclama e assim será no outro dia ou pior. Seu trabalho foi pesado demais e você está cheio de dores no corpo? Dai você reclama e mais trabalho pesado vem pra você fazer. Seu chefe é um escroto e fica no teu pé o dia todo e você reclama? Adivinha o que acontece? Aparece um chefe pior que substitui aquele e faz pior com você. Para quem tem depressão, se conhecer e saber identificar quando ela se aproxima é uma grande coisa.
Como eu disse este texto não é um tratado sobre a depressão como doença, mas apenas uma oportunidade de reflexão sobre a doença chamada de depressão.
Mas, e a solidariedade? Onde entra nessa historia?
Qualquer doença, mas qualquer mesmo, se não for admitida pelo doente, tem pouca ou nenhuma chance de ser curada.O alcoolismo, por exemplo é assim: o alcoolatra conta com uma rede de pessoas solidarias as suas investidas em varias quebradeiras ou escândalos que faça. Poderíamos dizer que, no caso dos alcoolatras, solidariedade é não ser solidário e apenas faze-lo entender que esta doente e pecisa de tratamento. Alguns conseguem se admitir doentes e dai até podem se curar. Outros, porém, você pode dar sua vida pra recupera-los que não adianta, na primeira oportunidade ele volta para a bebida.Um dos grandes segredos da recuperação de um alcoolatra é o “só por hoje”. Ele tem que descobrir que planos a longo prazo não funcionarão para largar o álcool. O presente e o hoje, é tudo o que eles tem de importante na vida. No AAA ensinam: Só por hoje ficarei livre e longe da bebida.
Outro dia conversei com um alcoolatra, ele disse que larga o álcool na hora que quiser. Pensei: Este ai ainda não esta pronto pra se recuperar. É um bom homem, trabalhador, mas não vive bem com a esposa, briga e faz brutalidades com ela. Não da pra dizer que tenha uma vida normal bebendo todos os dias e chegando em casa passado.Eu e minha esposa nos solidarizamos, levamos num centro espirita para fazerem um tratamento espiritual com ele, mas no dia seguinte, la estava ele bebendo pinga novamente. Simplesmente porque ele acha que larga na hora em que quiser.Admitir que esta doente não basta, mas é o primeiro passo para a cura de qualquer doença. No caso da depressão, é necessário admitir que precisa de ajuda, a depressão é um buraco de onde nunca se sai sozinho. Sempre vai precisar de algum nível de ajuda profissional.
Eu juro que, antes de ter minha primeira depressão, eu achava que era frescura de gente chata mesmo. Só com muita pesquisa entendi que e um desequilíbrio do seu corpo em que ele para de produzir certos hormônios e o cérebro precisa desses hormônios para se coordenar e ser feliz, ao menos, ser feliz o suficiente para poder achar graça na vida e ter algum motivo para levantar pela manhã.
Hoje, meu principal motivo para levantar é o trabalho, porque eu faço o que eu gosto já faz um tempo. Quando eu faço trabalhos remunerados, dou o melhor de mim, uso minha criatividade a meu favor e a favor das pessoas para quem trabalho. Quando eu faço trabalhos para mim mesmo, também uso minha criatividade para melhorar meu processo de trabalho e nessa caminhada eu aprendo mil e uma coisas. Vou dar um exemplo, já que este é um papo amigo e gosto de contar historias reais. Hoje, por exemplo, passei o dia todo trabalhando pra mim mesmo, eu tinha um monte de areia que virou banheiro do meu gato e além disto, virou um pasto de vacas que eu infelizmente não tenho ou seja, encheu de capim. Dai eu sabia que um dia eu teria que coar aquela areia mas nunca imaginava que as formigas iriam me obrigar a criar um jeito diferente de coar areia. Porque eu falo das formigas? Bom, a medida que eu ia coando a areia numa tardezinha já escura, as formigas lava-pés me picavam toda a mão. Fui dormir com aquilo na cabeça. –Como vou fazer para eliminar as formigas ou para que elas não me incomodem mais me picando as mãos?
Comecei a coar a areia ontem. Hoje pela manhã acordei com a idéia de pesquisar um inseticida natural e caseiro...tá, vinagre com detergente, agua boricada ou algo assim, mas dai, como isso iria funcionar? Eu não tinha nem um borrifador para tentar matar as formigas, e mesmo que tivesse, não conseguiria matar todas de uma só vez. Isto me levou a um outro plano, o plano B, inventivo e criativo , que foi o que funcionou. A saída seria eu não colocar a mão na peneira porque era nessa hora que as lava-pés e proveitavam de me picavam a mão. Dai pensei em colocar peneira amarrada numas cordas penduradas no teto da minha casa em construção. E foi o que fiz com muito sucesso, para trazer a areia até a peneira inventei um jeito com umas camas plásticas de cachorro que tenho por aqui, um carrinho em L serviu como a rodas e o suporte do recipiente pra levar bastante areia até a peneira. Depois um skate, outra cama plástica de cachorro, e mais uma corda para puxar o skate completaram a maquinaria necessária. O fim da historia é que trabalhei o dia todo sem sequer levar uma picada de formigas porque elas sacaram que não ia dar tempo pra me picar.... sei la como, mas funcionou do jeito que eu queria a coisa toda e coei bastante areia diboa. Dai vem o ditado “ a necessidade é a mãe da invenção”. As formigas criaram uma necessidade, dai tive que criar um jeito de contornar as picadas das formigas. Eu sei que estou deprimido quando minha criatividade se esvai e o gosto pelas coisas que normalmente eu adoro fazer, se vai também. É importante você se conhecer bem, se observar para saber quando a depressão está te rondando.
Este livro não é nenhum tratado sobre a depressão. Não visa ser um trabalho acadêmico e nem curar ninguém desse mal tão comum nos dias de hoje. De tudo o que passei na depressão eu posso contar, além da minha lapidação como ser humano, um pouco da solidariedade de pessoas estranhas que me ajudaram a sair do buraco. Era tardinha, dia feio de garoa, eu sentado na varanda olhava triste o ceu cinzento e cantava com voz rouca e fraca uma canção de beto guedes . a letra dizia: “e, la se vai mais um dia....”. Era eu ali na beira daquela estrada esperando um anjo passar e olhar pra mim com olhar de misericórdia. Estava já sem forças, escrevia o livro único que terminei até hoje, escrevia para não morrer de tristeza. Contar meu caminho passado nessa terra era ao menos uma forma de esquecer o pau, a pedra, o fim do caminho . Mas, o fim do caminho , descobri depois, é apenas o começo de outro. Uma amiga muito querida sempre me dizia para não me expor no face book. Eu me expunha demais e dava armas para inimigos me atacarem. E sim, no facebook, nas redes sociais tem gente ruim , gente que te ve no chão e pisa ainda mais em você por mero prazer de te julgar e condenar. Mas, também tem gente boa. Gente que nem te conhece mas estende a mão e te ajuda. Eu mesmo, já ajudei algumas pessoas ao menos dando uma palavra de conforto ali pelo face book. Na verdade o facebook é feito pra gente , animais irracionais deviam ficar só nos jogos eletrônicos que é o lugar de gente sem proposito na vida. Gente que julga sem conhecer o contexto devia fazer concurso para ser juiz. Mas, falando em pessoas boas e de bom coração, eu contei minha historia no face ... Resumidamente: Abandonado pela exposa, que levou o filho embora depois que tive um avc. E além disso quase perdendo a casa onde morava por um processo trabalhista injusto.
Depois de contar minha historia e, por consequência, me expor ao máximo, apareceram os juízes e juízas que julgaram e colecionaram hipóteses sobre o que realmente teria ocorrido na historia verdadeira. Sabemos todos que, existe a minha verdade, a verdade do outro e a verdade verdadeira que nem sempre fica tão obvia. Quando alguém conta uma historia, sempre vai colocar ali sua versão que pode ser equivocada ou intencionalmente fabricada para favorecer algum interesse oculto.
Capitulo 3
A solidariedade mora na casa da árvore.
Porque? A casa de onde vem a solidariedade é acima de qualquer verdade. Se Você conhece a solidariedade sabe que você não faz muitas perguntas sobre a historia real da pessoa que teve , por exemplo, a casa inundada numa enchente . Se você foi la para ajudar a tirar a lama, não interessa se a pessoa merece ou não, se é boa com os vizinhos ou se é uma praga humana, você simplesmente tira a lama com rodo, enxada ou qualquer outra ferramenta e pronto.
O verdadeiro amor é assim também. Não julga, não exige contrapartida, simplesmente ama e pronto, esta pronto a ajudar e a melhorar a vida do ser em questão.
Assim, eu me encontrava, tinha razão em muitas coisas, mas na realidade a culpa também era minha por todas as circunstâncias que me rodeavam. Nós criamos as circunstancias, nós permitimos que pessoas nos maltratem ou nos firam de várias formas, dai nos fazemos de vitimas e queremos que pessoas e circunstâncias se adequem a nós. No facebook algumas pessoas de bom coração me ajudaram muito sem nem me conhecer. Uma cliente que é psicóloga me indicou para uma outra psicóloga que me concedeu 5 seções psicoterápicas sem custo . Foi a mola mestra da minha recuperação. Não posso esquecer aqui que outras pessoas também apareceram para me ajudar. Um dia comentei da minha situação com um amigo muito querido que já trabalhou no CVV(centro de valorização da vida). Ele me ouviu e falou algumas coisas que também me ajudaram, mas sobretudo ele me indicou uma senhora de um centro espirita que depois falou comigo sobre suicídio e minha situação. Talvez as palavras que ela me disse devam fazer parte deste relato para ajudar alguém que esteja na mesma situação em que eu me encontrava.
Ela me disse: Filho, se suicidar não vai resolver seu problema. A morte como fim de tudo é uma ilusão humana. Você apenas passa para o outro lado da vida e vai ver seus filhos chorando por você morto, e além de tudo ainda se sentira culpado por ter matado o pai deles. Isto redundará em muito sofrimento pra você e para todos os que te amam. E toda essa carga de sofrimento será imputada a você por você mesmo.
A partir dessa conversa e das seçoes psicoterápicas eu fui clareando a mente e melhorando o meu estado clinico de depressão.
Nas seçoes psicoterápicas eu me deparei com meus piores traumas e os confrontei , talvez parcialmente. Resolvidos acho que não foram, mas ao menos eu entendi porque estava naquela condição.Por exemplo: me foi proposta a seguinte situação:
E se você , ao invés de ter ficado com sua mae e cuidado dela, e se você tivesse tomado outro caminho?E se você tivesse dito não ao seu pai, quando naquela conversa na cozinha da sua casa, aos nove anos de idade, seu pai entregou a direção da família que ele tinha criado nas suas mãos. E se você tivesse dito : Não Pai, isto não está certo. Eu sou o pequeno, você é o grande e tem por obrigação me ajudar e me auxiliar a estudar e me formar. Eu não posso e não vou assumir esta responsabilidade que é sua. Se você insistir nisso saiba que estou indo embora e ambos estamos abandonando tudo. O que vai ser de mim eu não sei. Mas ao menos é uma decisão que estou tomando pro minha vontade e livre arbítrio. Na verdade, eu jamais abandonaria minha mãe paraplégica e irmã com síndrome de down para sumir no mundo. Confesso que muitas vezes eu pensei em sumir para outra cidade e começar uma outra vida sozinho. Mas, hoje acho que minha decisão de ficar foi acertada porque me sinto em paz com minha consciência por ter cuidado de minha mãe melhor do que meu pai cuidaria até o fim. Onde infelizmente, aquela mulher que era um espirito de luz, veio a falecer por consequência de um câncer terrível.
Então, com essa proposta de pensar nisto eu cheguei a conclusão de que, embora eu tenha tomado a decisão correta de ficar e alimentar minha família, houve um trauma que cravou um espinho em minha alma, o trauma do abandono. Afinal eu fui abandonado por meu pai á minha própria sorte. Tudo o que consegui na vida foi por meu próprio esforço, meu pai nunca me deu nada para me ajudar. Pelo contrario, quando minha mae faleceu ele quis me expulsar da casa em que eu havia morado desde a infância e ajudado a construir com meu suor. Mas esta é uma outra historia.
Ficou este gatilho do abandono ativado, só esperando uma situação como foi a da minha separação da mãe do meu filho . Ela se foi , levando o menino . Ficou aquela cena na minha cabeça. Vitima de abandono. Coitadinho de mim.A vitima. Poxa, sera que eu, depois de dar todo meu dinheiro , cartões de credito e tudo o que pude, nas mãos da mulher que é mãe do meu filho, será que eu merecia isto? Após ter tido um AVC e ainda estar com algumas sequelas, ter meu filho, que é minha vida, levado embora com mais dois cachorros dentro de um carro abafado, num dia de chuva ininterrupta... Ela pegou as coisas de qualquer maneira, foi embora praticamente com a roupa do corpo e as pressas, disse que ia voltar dali uma semana , passaram-se 15 dias e nada...não voltou mais. Ela planejou friamente a fuga com o menino de 4 anos, por longo tempo ela mexeu os pauzinhos para conseguir seu intento para me atingir mortalmente e, conseguiu. Quando ela me comunicou, já tinha ido ao fórum e conseguido tudo, pensão, visitas regulamentadas, guarda. Tudo, Deram tudo para ela sem em consultar. Vim receber a intimação para me defender das acusações absurdas que ela fez a meu respeito, 3 meses depois. Voltando ao assunto da depressão, esse foi o gatilho para a depressão se instalar no meu organismo e ficar morando em mim, sem pagar aluguel por um bom tempo. Hoje, já recuperado dessa fase. Tenho um outro rumo na vida. Vejo meu pequeno a cada 15 dias. Vejo a mãe dele, mas é como se visse uma estranhas que cuida do meu filho. Infelizmente não posso ve-lo com mais frequência que isso porque a lei deu á mãe dele todos os direitos e a mim, ficou só o direito de ve-lo a cada 15 dias e pagar sua alimentação e despesas. Minha filha pode me ver quando quiser, mas nunca quer. Não me perdoa pórque eu a via a cada 5 dias e viajava com ela nas férias. Também porque a lei assim determinou. Diz que sou um pai ruim porque não participo da vida dela.Bom, mas caráter e amor a gente não consegue imbutir em ninguém. Ou a pessoa tem para dar ou simplesmente é o que é e não tem amor. Talvez nem para si e quanto menos para dar. Se o fato de minha filha me ter abandonado me causa tristeza? Sim, mas eu conheço a tristeza o suficiente para ter algum tipo de amizade com ela eu não a deixe me prejudicar. Piso em ovos com ela mas também sei ´pisar nela e manda-la embora quando sinto que ela está me atrapalhando. Tudo se trata de queimar seu CHI ou seu ki, como dizem os chineses. Queimar seu “chi”(energia vital) com uma tristeza sem solução não é uma boa coisa. Só encurta a vida. Tem como curtir uma tristeza e gostar disso? Vinicius de Moraes curtia uma cachaça de rolha numa praia. Cada um sabe o figado que tem, eu já não curto ficar tonto e perder a noção do tempo dormindo sob o efeito do álcool. Já a tristeza, uma dorzinha gostosa no fundo do peito ao ouvir uma musica que traz uma determinada lembrança, eu curto. Parece um lugar onde você viveu um tempo bom e éra seguro viver ali. Na verdade nunca me foi seguro viver em lugar nenhum. Sempre houve ameaças de vários tipos das coisas mais catastrófica ocorrerem. Eu só aprendia e deixar o rio correr quando entendi que não preciso ficar com a tristeza quando não quero.Distrações? A vida é feita delas. A tristeza pode se tornar em seu entretenimento preferido se você focar nas coisas que o deixam triste. Ou você pode dizer não a pensamentos eu te levem a ficar tristes. Pense numa carroça ladeira abaixo. Com cavalos desgovernados e que podem cair no abismo a qualquer momento.Esta é sua mente. Agora pense que há um cocheiro que puxa o freio dessa carroça impedindo que ela continue sem governo. Esse é você, consciente de que manda nos seus pensamentos e pode direciona-los para onde quiser. Entrar numa sala de tristeza boa é diferente de se achar uma vitima da situação e ali ficar por horas curtindo uma dor ruim. Uma música antiga pode até te trazer uma tristeza por um tempo que passou e que não voltará mais , mas você pode tirar o melhor disto apenas lembrando que viveu uma vida que valeu a pena, pelas lembranças boas e ruins que voce tem.
Para muitos, envelhecer é um fator que causa tristeza. Mas, se olharmos com atenção para o envelhecimento lembraremos que , ao mesmo tempo que o espelho mostra nossas rugas , nós perdemos a clareza na visão do corpo físico e , alguns de nós ao menos, ganhamos mais clareza na visão espioritual da vida, afinal , todos nós estamos numa grande fila para voltarmos ao mundo espiritual de onde viemos.
è tão difícil lidar com gente deprimida quanto lidar com gente chata. A diferença é que gente chata a gente pode manter longe por merecimento. Ja gente deprimida sempre parece querer ajuda , mas não sai do lugar, não tem forças pra se auto ajudar e precisa de cuidados de profissionais da área competente. Psicólogos e psiquiatras tem que ser procurados para ajudar porque a pessoa chata não tem cura, sabe que ´é chata mas nunca vai admitir. Ja a pessoa deprimida, se admitir que está doente e precisa de ajuda, essa sim, tem cura.
Ter dó de uma pessoa deprimida não vai ajudar a cura-la, o que ajudará a cura-la é faze-la compreender que esta doente e que precisa de ajuda profissional. Sim, as vezes com tarja preta, mas existem alternativas não tão agressivas ao corpo humano como a fitoterapia e outras. Se você tem depressão e já tentou usar o tarja preta, e não se deu bem, não é ainda um caso perdido. Você pode tentar a fitoterapia que em muitos casos resolve também, e de forma menos agressiva.





Comments
Post a Comment